Segunda-feira

Segunda-feira
Início, geralmente é esse o clichê. Início da academia, de um novo emprego, de uma nova dieta. Colocar as coisas em dia, organizar o resto da semana. Dia de reclamar, e muito. Algumas pessoas, minha cara, se questiona se você a odeia também, sabia? Achei isso engraçado.

Nunca me percebi muito feliz com você, já que não levo meus inícios adiante, muitas vezes. Geralmente, você me contempla com aulas a tarde e a noite. E sim, muitas vezes são as aulas mais intensas, pesadas e que sugam energias. Você poderia fazer algum acordo com o mundo e deixar esse dia mais leve?

Tá, já sei qual é a resposta. Ser mais leve, ou não, depende muito de como encaramos os fatos. Talvez se a expectativa não existisse, saberíamos viver melhor. É, expectativa é uma coisa da qual é necessário me livrar. Mas, talvez se a falta que tanto sentimos de tudo, mesmo podendo tanto, fosse menor, você seria mais fácil de encarar, não acha? Mas tem dias, nobre segunda-feira, que não dá.

Parece que o mundo decide desabar no seu dia. E, quando isso não acontece, é possível desconfiar e questionar: está tudo bem mesmo? (viu, de novo, a falta parece constante). Mas, às vezes quando as coisas saem do eixo, nos leva a algum lugar melhor, feliz, calmo e inesperado. Nos leva a sorrir e ser feliz, simplesmente.

Você, Segunda-feira, ultimamente tem sido um dia importante para mim. Na oitava hora do seu dia resolvi me entregar por 40 minutos, semanalmente. Feridas inflamadas ficaram expostas. Doeu tanto, mais tanto, que você não tem ideia. Lágrimas caíram. Questionamentos rondaram e ainda rondam. Me descobri mais. Algumas das minhas máscaras caíram. Aprendi a encarar o sofrimento e  a angústia e perceber a minha pequenez, a minha carência e a vontade de agradecer por cada misero momento. Teve dias que só consegui sentar em algum canto e deixar toda a dor se esvair. Eu aprendi a ser mais leve e confiar mais nas pessoas que gostam de mim, cuja a recíproca é válida.

Ah, como aprendi. Aprendi que sou uma tola controladora. Aprendi que não tenho controle de nada. Aprendi que a intensidade talvez seja meu primeiro nome e que o equilíbrio é algo que eu almejo. Aprendi muito, porém tenho muito, muito mais a aprender.

Que eu leve mais tombos e me perca. Que eu levante. Que eu sorria e derrube lágrimas. Que eu viva, me equilibre e se preciso for, desequilibre.

Você, segunda-feira, terminou.
Colocou vários pingos em alguns “is” perdidos por aí. Cicatrizou algumas coisas. Deixou algumas feridas para serem, de fato, curadas. Algumas outras ainda estão inflamadas, mas há tempo que, felizmente, não é regulado pelas 24 horas que marcam a sua existência, segundona (sim, sou íntima).

Tchau.
E, por favor, não se esqueça de me trazer a paz e o desespero, sempre.
Ah, quando sair, apague as luzes (a claridade me incomoda, um pouco).
Obrigada, Van.

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