Quinta-feira

Quinta-feira
Você chegou como quem não quer nada e antes disso eu já planeja as desculpas que eu daria no seu dia. Sim, desculpas para deixar pra lá o que eu poderia deixar pronto, essa sou eu e mais milhões de pessoas, cada uma com seu motivo.

Quase no fim de uma semana. E, os “quases” quase me matam (sinceramente, acredito que em algum momento mataram algumas coisas necessárias). Percebi a minha ansiedade, mais uma vez , me corroendo. Percebi, assim como ontem, e como em todos os outros dias nos últimos meses, que eu não posso querer as coisas prontas e resolvidas com um estalar de dedos. E, que uma hora ou outra elas acontecem. Talvez haja mesmo alguma força cósmica, superior que organiza as coisas de uma maneira que fique melhor e no momento certo e você tem que aproveitá-lo e isso basta.

E daí, outras coisas acontecem. Um livro chega. Você percebe que a pessoa que o vendeu para um Sebo preferiu não dar bola para os rastros de afeto nele. Percebe que algumas coisas que estão estranhas podem ser coisa da sua cabeça, ou não. Porém, algumas coisas precisam de um tempo para serem elaboradas e, talvez, verbalizadas.

No final, a chuva veio. Calma, para deixar o cheiro de terra molhada que eu tanto amo. Respirar fundo e purificar o pulmão, a alma e o coração.

Obrigada por não ser uma Quinta, de quinta, Quinta.

Beijos, Van.

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